Por Carolina Brígido, do Estadão
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, ontem, afastar o ministro Marco Buzzi. Ele é alvo de duas denúncias por assédio sexual. Os ministros definiram ainda que vão julgar as conclusões da sindicância que apura o caso no dia 10 de março. “O afastamento é cautelar, temporário e excepcional. Neste período, o ministro ficará impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas inerentes ao exercício da função”, diz a nota do STJ. A decisão ocorreu em uma sessão extraordinária da Corte a portas fechadas. Os advogados que representam o ministro classificaram a medida como desnecessária e informaram que estão sendo colhidas “contraprovas que permitirão, ao fim, a análise serena e racional dos fatos”. A decisão, segundo a Corte, foi “em sindicância já instaurada para apuração dos fatos a ele atribuídos”.
A primeira acusação veio à tona na semana passada, quando a família de uma jovem de 18 anos procurou ministros da Corte. Segundo os relatos, a vítima passava férias com os pais e a família do ministro no imóvel dele, localizado em Santa Catarina. O ministro teria tentado agarrar a jovem à força.
Além da sindicância no STJ, o caso está sendo investigado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesta semana, o CNJ recebeu nova denúncia, de uma mulher que trabalhou com o ministro relatou fatos similares ao primeiro caso. Os dois processos estão sob sigilo no órgão.
Na nota, a defesa de Buzzi “manifesta respeitosa irresignação com o afastamento cautelar determinado em sede de sindicância administrativa”.
















