Doze servidores foram denunciados por facilitar e introduzir materiais ilícitos no Conjunto Penal de Feira de Santana foram condenadas à prisão pela Justiça da Bahia. Entre os condenados estão dez policiais penais, que além da condenação perderam o cargo público.
Todos foram alvo da Operação Sísifo, deflagrada pelo MP-BA em conjunto com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e a Secretaria da Segurança Pública (SSP), em fases realizadas nos anos de 2023 e 2024.
Segundo a denúncia do MP-BA, os integrantes do grupo criminoso utilizavam os cargos ocupados na unidade prisional para facilitar a entrada de celulares, drogas e outros materiais ilícitos no presídio mediante recebimento de pagamentos financeiros.
As investigações apontaram a existência de divisão de tarefas, atuação coordenada e mecanismos voltados à ocultação e dissimulação dos valores obtidos com as atividades criminosas, inclusive por meio de movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados dos envolvidos.
De acordo com o MP, as investigações tiveram início após a “recorrente apreensão de diversos materiais ilícitos com os presos”, especialmente celulares, entorpecentes e armas perfurocortantes, “o que levantou evidências da participação ativa de detentos e de policiais penais” no esquema.
Operação mira atuação de facções criminosas dentro de presídios na Bahia
Na última sexta-feira (3), foi deflagrada uma operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) como foco o combate às facções criminosas dentro do sistema prisional da Bahia. Batizada de Sintonia de Gravata, a ação é realizada em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e a Polícia Civil.
De acordo com o MP-BA, as investigações apuram a atuação de grupos criminosos suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas, a circulação ilegal de armas de fogo e a comunicação entre detentos e integrantes das facções que permanecem em liberdade.
Além do cumprimento das medidas judiciais, a operação também prevê o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados, com o objetivo de desarticular a estrutura econômica das organizações criminosas.
A ação integra uma mobilização nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), do Ministério Público brasileiro. Na Bahia, mais de 100 profissionais, entre promotores de Justiça, servidores e agentes das forças de segurança, participam da operação.
A operação também cumpriu 12 mandados judiciais contra detentos custodiados em unidades prisionais da Bahia. Ao todo, também foram expedidos 27 mandados de busca e apreensão.
As diligências ocorreram simultaneamente em Salvador e nos municípios de Feira de Santana, Barreiras, Serrinha, Lauro de Freitas e Camaçari. Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos celulares, notebooks e documentos que devem auxiliar no aprofundamento das investigações e na identificação de possíveis outros envolvidos.
A Operação Sintonia de Gravata foi realizada de forma integrada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Ministério Público da Bahia (MP-BA) e Polícia Civil. As equipes seguem em campo para o cumprimento das medidas judiciais.

















