Lídice da Mata defende presença feminina na chapa de Jerônimo Rodrigues em 2026

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A deputada federal Lídice da Mata (PSB) defendeu publicamente a inclusão de mulheres na chapa majoritária que deverá ser formada pelo governador Jerônimo Rodrigues para as eleições de 2026. Segundo a parlamentar, que esteve na vistoria técnica nas obras de macrodrenagem para canalização e revestimento da calha do Rio Mangabeira, entre o Bairro da Paz e Itapuã, em Salvador, a presença feminina não deve ser tratada como uma concessão política, mas como uma necessidade da sociedade diante do atual cenário social e institucional do país.

Ao comentar o debate sobre a composição da futura chapa, Lídice afirmou que sua posição não está vinculada a interesses pessoais. “Eu não estou defendendo isso em benefício próprio. Eu acho que é uma necessidade da sociedade”, declarou. Para a deputada, o crescimento dos casos de feminicídio no Brasil impõe uma reflexão direta sobre a ampliação da participação das mulheres nos espaços de poder e decisão.

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A parlamentar citou manifestações recentes realizadas em Salvador em defesa da vida das mulheres como exemplo da urgência do tema. Na avaliação dela, dar visibilidade às mulheres na política é parte fundamental do enfrentamento à violência de gênero. “Essa questão do feminicídio e o seu crescimento no nosso país se relaciona diretamente com a nossa luta para dar visibilidade às mulheres na política”, afirmou.

Lídice da Mata destacou que não faltam nomes femininos com qualificação e trajetória para compor uma chapa majoritária. Entre os exemplos, mencionou a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, a primeira mulher a ocupar o cargo em quase dois séculos de história do Parlamento baiano, além de deputadas federais e estaduais que integram a base do governo. Ela também lembrou que duas deputadas estaduais atualmente exercem funções no secretariado estadual.

A deputada ainda ampliou o leque de possibilidades ao citar mulheres em posições de destaque em diferentes áreas da vida pública. “Nós temos mulheres na presidência da OAB, em sindicatos e em posições importantes no Judiciário”, afirmou, reforçando que há diversidade de perfis aptos a contribuir com o projeto político do grupo liderado pelo governador.

Para Lídice, o argumento de ausência de quadros femininos não se sustenta. “Não é por falta de gente que a gente vai ficar fora. Até porque, na hora de escolher os homens, se cata de todo lado. Não falta mulher para ser buscada”, concluiu.

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