Despedida de Varela reúne políticos, familiares, amigos, colegas do jornalismo e fãs

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A despedida Raimundo Varela foi marcada por forte comoção. Parentes, amigos, colegas de trabalho, políticos e fãs que acompanhavam seu trabalho fizeram questão prestar a última homenagem ao comunicador , na tarde desta quinta-feira (7), no cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador. O apresentador e radialista morreu, nesta manhã, aos 75 anos. A causa da morte não foi divulgada pela família.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, e o ex-vice governador da Bahia, João Leão, estiveram no sepultamento. Nomes conhecidos do jornalismo também marcaram presença. Segundo Bruno Reis, Varela foi uma figura marcante e é uma inspiração para as futuras gerações: “Esse caráter popular que o Varela tinha isso foi muito marcante, né? Com certeza. Hoje Salvador e a Bahia se despede de um dos maiores comunicadores da história do nosso estado. A gente tem momentos assim marcantes com Varela, ele levando informação, mas também cobrando das autoridades, ao poder público, melhorias para a vida das pessoas. Varela, sem sombra de dúvidas, com aquele cartão verde, com o cartão vermelho, deixou a sua marca no jornalismo, os exemplos dele, tenho certeza que vão servir para inspirar gerações presentes e futuras pra que a gente tenha um jornalismo cada vez mais sério, independente.”

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Quem também esteve no cemitério foi o deputado Robson Almeida. “Varela é um vitorioso, no amplo sentido da palavra, alguém que não veio da formação da faculdade de comunicação, mas tinha um talento nato e criou um estilo próprio, um estilo de defender os mais pobres, mais humildes, uma maneira enérgica de bater na mesa, de criar os seus bordões, é um vitorioso, bi transplantado, durante 17 anos, com rim e fígado que não eram dele. Ele também era portador de uma vibração interna, de uma energia, de uma vontade de viver que contagiava todos nós. Então creio que a Bahia perde um dos seus maiores comunicadores”, disse.

Raimundo Varela – O comunicador nasceu em Itabuna (BA) e foi morar na capital baiana ainda criança ao lado dos pais no bairro de Periperi, no Subúrbio Ferroviário. Antes de se tornar um grande comunicador baiano, ele foi peão de uma fábrica de cimento no CIA (Centro Industrial de Aratu), diretor de um clube social na Cidade Baixa, taxista e jogador de futebol pelo Leônico e pelo Ypiranga.

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