Tiago Correia comemora proibição temporária da importação de cacau africano, mas cobra mais ações do governo

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O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Tiago Correia (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (25) que a decisão do governo brasileiro de proibir temporariamente a importação de cacau é correta, necessária e chega após forte pressão do setor produtivo, que há anos sofre com a falta de proteção e de políticas públicas efetivas.

Para o parlamentar, a medida ajuda a frear a concorrência predatória, valoriza a produção nacional, protege a lavoura nacional de novas de doenças e dá um mínimo de fôlego aos produtores baianos, especialmente do Sul do estado, região historicamente dependente da cacauicultura. “Era inadmissível continuar permitindo a entrada de cacau importado, colocando em risco a nossa lavoura, enquanto o produtor local enfrenta custos elevados, endividamento e ausência total de apoio estrutural”, afirmou.

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Apesar de reconhecer o acerto pontual, Tiago Correia foi enfático ao afirmar que a decisão não pode ser tratada como solução definitiva. Segundo ele, tanto o Governo Federal quanto o Governo da Bahia têm sido omissos diante da crise prolongada do setor. “Não basta fechar a porta da importação por um período e fingir que o problema está resolvido. O que falta é política pública séria, planejamento e compromisso com quem produz”, criticou.

O deputado cobrou medidas urgentes e efetivas, como crédito rural acessível, renegociação das dívidas históricas dos produtores, investimentos contínuos em pesquisa, inovação genética, assistência técnica e sanidade vegetal, além de incentivos à industrialização local e à agregação de valor ao cacau baiano. “Sem isso, o produtor continuará sobrevivendo, quando deveria estar prosperando”, ressaltou.

Tiago Correia também criticou a ausência de um plano estadual estruturado para a cadeia do cacau. “A Bahia, que já foi líder mundial, hoje assiste passivamente ao enfraquecimento de uma das suas atividades mais simbólicas. Falta ação, falta prioridade e falta atenção com o produtor rural”, declarou.

Por fim, o parlamentar garantiu que a oposição seguirá vigilante e atuante. “Vamos apoiar toda medida que proteja o produtor, mas não aceitaremos ações paliativas nem discursos vazios. O cacau precisa de política de Estado, não de improviso”, concluiu.

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