Projeto de vingança’, diz Alden sobre fechamento de clubes de tiro no governo Lula

Propaganda
Foto: Assessoria Deputado Capitão Alden

A fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o fechamento de clubes de tiros pelo Brasil não agradou a oposição do seu governo. O deputado federal Capitão Alden (PL) afirmou, em entrevista ao bahia.ba, que as declarações do mandatário prejudicam um mercado que movimenta “bilhões anualmente” e gera “milhões de empregos diretos e indiretos”.

“São declarações lamentáveis que demonstram, mais uma vez, um projeto de vingança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente diz que está combatendo o desemprego, que está fortalecendo a economia e está trabalhando para poder levar progresso e desenvolvimento, mas está atuando de forma totalmente contrária ao que ele pensa”, disse Alden ao bahia.ba.

Propaganda

O deputado ressalta que os proprietários de clubes de tiro precisam seguir “legislações extremamente rígidas para manter o seu comércio” e que não há “ nenhuma outra nenhuma outra categoria profissional e mais fiscalizada quanto os clubes de tiro”. Para ele, as novas exigências do governo Lula “são completamente irracionais e ilógicas”.

Com a chegada de Jair Bolsonaro (PL) à Presidência, o número de clubes de tiro no país nos três primeiros anos do governo do ex-presidente chegou a dobrar. Segundo informações do G1, obtidas pela Lei de Acesso à Informação, a gestão bolsonarista autorizou a abertura de um clube por dia, totalizando 1.483 registros concedidos de 2019 a 2022.

“Realmente é lamentável que a gente veja o posicionamento do presidente da República visando destruir a liberdade de poder vender, comercializar, e gerar empregos com esse mercado. Ele está tomando uma atitude que não é democrática, na medida em que você restringe pessoas a trabalhar de forma legal mesmo cumprindo a lei”, destaca Alden.

“Isso não é viver em uma democracia. São atitudes típicas de países que pregam o totalitarismo. Não há absolutamente nenhum tipo de situação que justifique essa tomada de decisão”, complementa o parlamentar.

Na sexta-feira (21), Lula e o ministro da Justiça, Flávio Dino, lançaram o Programa de Ação na Segurança (PAS). No evento, o mandatário assinou um decreto sobre controle responsável de armas. Entre as novas medidas tomadas pelo governo petista estão a redução de armas e munições para civis, inclusive Colecionadores, Atiradores desportivos e Caçadores (CAC).

De acordo com Capitão Alden, os argumentos usados por Lula de “que grande parte das armas que são vendidas e ou que são utilizadas pelos atiradores nos grupos de tiro e eles alimentam o tráfico ou o crime organizado, não procedem”.

“Segundo Lula e os defensores, o fechamento dos clubes e a diminuição da concessão de armas para essas categorias, é que estas armas, de uma forma ou de outra, terminam indo para o crime ou sendo utilizadas para a prática de crimes. Na maioria dos estados, as armas que são apreendidas pela polícia nas ruas e as armas que são citadas como furtadas, roubadas ou extraviadas, não representam 0,1% do total de armas do CAC”, atesta o congressista.

No início da semana, o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL) apresentou um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para sustar o decreto assinado por Lula. No texto, é justificado que a “decisão pode acarretar implicações operacionais e administrativas, pois a Polícia Federal pode não estar devidamente estruturada e preparada para lidar com o registro e controle desse tipo específico de armamento” e que “a mudança pode gerar descontinuidade e falta de padronização no processo de registro, comprometendo a eficiência e a segurança do sistema”.

Propaganda

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui