A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) procura Linneker Steven Siqueira Ramos Silva, padrasto que espancou a enteada de 3 anos de idade. O caso aconteceu em Cachoeiras de Macacu (RJ), na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no último sábado (20).
A 159ª Delegacia de Polícia (Cachoeiras de Macacu) apontou que Linneker ainda não compareceu à unidade para prestar esclarecimentos.
Felipe Curi, secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, chamou Linneker de “marginal”. Ele se manifestou em um post do deputado estadual Renan Jordy (PL), no Instagram.
– Vamos prender esse marginal – escreveu Curi.
Linekker já teve a prisão preventiva decretada por tentativa de feminicídio e tortura. De acordo com o boletim de ocorrência do caso, a menina foi levada ao hospital pela mãe – que está sendo investigada por omissão – e pelo companheiro dela, que alegaram que a criança teria sofrido uma queda da cama. A gravidade dos ferimentos, porém, levantou suspeitas dos profissionais de saúde, que acionaram o Conselho Tutelar e a Polícia Civil.
Por causa do quadro clínico, a criança precisou ser transferida, ainda no sábado, para o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, também na Região Metropolitana do Rio, onde recebeu avaliação de uma equipe de neurocirurgia. Familiares informaram que ela já saiu da UTI e segue em recuperação.
Linneker tem 33 anos, é educador físico e filho do secretário de Esportes do município de Cachoeiras de Macacu, Vanderlan Ramos Silva. Ele é alvo de um pedido de prisão preventiva por tentativa de feminicídio e tortura contra a enteada.
O agressor está foragido e o caso é apurado pela Delegacia de Cachoeiras de Macacu.
Vanderlan Ramos publicou uma nota nas redes sociais afirmando não aceitar nenhum tipo de violência, destacando que trabalha com crianças e adolescentes e dizendo que não vai interferir nas apurações. As informações são da coluna Na Mira, do Metrópoles.
MÃE DA CRIANÇA COMENTA O CASO
Vitória Andrade, mãe da menina que foi brutalmente agredida pelo padrasto rebateu críticas após ser acusada de omissão por internautas. Em publicação no Instagram, ela afirmou que “ninguém tem o direito de questionar” sua postura como mãe e alegou sempre ter sido presente na vida das filhas.
– Ninguém tem o direito de me questionar como mãe, isso nunca! Eu criei a maior parte do tempo sozinha, no meu pior momento estive com elas, fazia cílios com elas no studio, sempre trabalhei “em casa” para ficar perto, poder dar atenção. Poderia ter abandonado, deixado alguém criar como muitas fazem, mas fui mulher e criei elas! Falem o que for de mim, mas como mãe não, não mesmo – escreveu.
Segundo relato da avó paterna, a menina contou que o “tio Link” a espancou, e a mãe interveio em seu socorro após ver a agressão por meio de uma câmera. A pequena foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, posteriormente, transferida para o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo.
Na unidade de saúde, Vitória disse inicialmente que a menina caiu da cama. Desconfiados, os médicos a pressionaram, e a mulher acabou revelando a verdade sobre a agressão. Atualmente, a criança está sob os cuidados da avó.















