Líder do PT chama Alcolumbre de ‘inimigo’ do fim da 6×1, e senador diz não tolerar ameaça Pedro Uczai afirma que president

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia. Na pauta, o PL 96/2024, que altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), para especificar as atividades a serem consideradas no aperfeiçoamento profissional continuado dos profissionais da educação. Mesa: presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Foto: Carlos Moura/Agência Senado
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, durante sessão plenária

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reagiu nesta terça-feira (7) a fala do líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), que sugeriu torná-lo um inimigo caso ele não coloque em tramitação a PEC (proposta de emenda à Constituição) do fim da escala 6×1.

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Uczai afirmou nesta terça que, se Alcolumbre não enviar a proposta para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) até semana que vem, “nós vamos elegê-lo como inimigo também, inimigo dos trabalhadores”.

Após a declaração do petista, Alcolumbre divulgou nota assinalando que “esse tipo de ameaça e tentativa de intimidação não será mais tolerado”. O senador diz que a pauta é uma prerrogativa do presidente da Casa e que “não se submete a ultimatos ou pressões político-eleitorais”.

“Quem realmente pretende contribuir para o avanço da PEC respeita o devido processo legislativo. Ameaças e constrangimentos institucionais não aceleram a tramitação; apenas afrontam a independência dos Poderes”, disse Alcolumbre.

O presidente do Senado reclama de forma reservada do que vê como ataques supostamente promovidos pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra ele nas redes sociais para pressioná-lo a colocar a PEC em votação.

Como mostrou a Folha, Alcolumbre avisou a pelo menos dois aliados que não deve votar a medida antes das eleições. A proposta chegou ao Senado no fim de maio, mas não foi sequer enviada para a CCJ. O presidente também não definiu o relator do texto.

O chefe do Senado aguarda, segundo pessoas próximas, por uma conversa com Lula. Os dois não se falaram pessoalmente desde que o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), em abril.

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