Um grupo com 25 deputadas da base governista enviaram uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pedindo a indicação de uma mulher negra ao Supremo Tribunal Federal (STF).
“O Brasil passa por um processo de retomada da democracia e para tal é necessário fazer composições que permitam a governabilidade. Porém, sem representatividade e sem diversidade nos espaços de poder, essa retomada fica comprometida”, diz um trecho do documento.
A carta foi assinada pelas deputadas Dandara Tonantzin (PT), Daiana Santos ( PCdoB), Delegada Adriana Accorsi (PT), Denise Pessoa (PT), Dilvanda Faro (PT), Duda Salabert (PDT), Erika Hilton (PSOL), Erika Kokay (PT), Ivoneide Caetano (PT).
A pressão por uma mulher negra na Corte se intensificou após a aposentadoria da ex-presidente do Supremo Rosa Weber. A jurista deixou a instância máxima em 29 de setembro.
No texto, as congressistas defendem ainda que “as instituições constitucionais têm um papel central no combate ao sexismo e racismo e, a partir daí, a reivindicação por uma ministra negra no STF cumpre uma função simbólica importante”.
“Mas, sobretudo, marca o compromisso da sociedade brasileira com a ampla promoção da igualdade de gênero e racial para que caminhemos em maior ritmo a um projeto de país aliado à consciência democrática antirracista e antissexista que possa nos garantir um futuro justo e solidário”, informa a carta.
Lula, em sua última declaração sobre o assunto, afirmou não ter “pressa” para escolher um nome e afirmou que a questão de gênero e raça “não é mais um critério”. Para a vaga de Weber na Corte, os mais cotados são o ministro da Justiça, Flávio Dino, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o presidente do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas.














