Lula menciona violação do direito internacional ao falar com Petro sobre Venezuela

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O presidente Lula (PT) ligou para Gustavo Petro, presidente da Colômbia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ligou para Gustavo Petro, presidente da Colômbia, nesta quinta-feira (8) para tratar da crise na Venezuela, atacada pelos Estados Unidos no último sábado (3). Os dois líderes falaram em violação do direito internacional. A operação americana contra Caracas terminou com a captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, hoje em Nova York.

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Lula e Petro manifestaram preocupação com o uso da força contra um país sul-americano em violação da Carta das Nações Unidas e da soberania venezuelana. De acordo com o governo brasileiro, os dois presidentes destacaram que essas ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional.

A Colômbia foi ameaçada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, pouco depois do ataque à Venezuela. Após isso, Trump e Petro se falaram por telefone na quarta (7), conversa na qual Petro explicou “a situação das drogas e “outros desentendimentos”, segundo publicação de Trump.

Petro e Lula concordaram que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, da “negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano”.

“Saudaram, nesse sentido, o anúncio feito na tarde desta quinta-feira pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela de liberação de presos nacionais e estrangeiros”, diz nota do governo brasileiro.

O presidente Lula também informou que, a pedido da Venezuela, está enviando 40 toneladas de insumos e medicamentos, de um total de 300 toneladas já arrecadadas, para reabastecer o estoque de produtos e soluções para diálise que estavam em um centro de abastecimento atingido pelos bombardeios americanos.

A informação foi antecipada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que informou sobre a vinda de um avião venezuelano a Guarulhos para buscar os insumos na sexta-feira (9).

Brasil e Colômbia reafirmaram sua intenção de seguir cooperando em prol da paz e da estabilidade na Venezuela, país com o qual compartilham fronteiras. Ainda na ligação, os dois recordaram os contingentes de migrantes venezuelanos que os dois países têm acolhido nos últimos anos.

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