A Receita Federal, o Ministério Público de Minas Gerais e a Polícia Civil realizam nesta terça-feira (2), uma operação conjunta contra um esquema de fraudes tributárias envolvendo atacadistas, redes de supermercados e empresas vinculadas ao setor varejista no Estado.
O publicitário Marcos Valério, condenado pelo Supremo Tribunal Federal como operador do Mensalão, é apontado nas investigações como um dos articuladores do esquema de sonegação. A estimativa é que eles tenham provocado um prejuízo aos cofres públicos de ao menos R$ 220 milhões.
Procurado, o advogado de Valério, Carlos Alberto Arges Júnior, disse que aguarda ter acesso aos autos para poder comentar.
– Acompanhei as buscas, mas não tive acesso ao processo que determinou as buscas. Já fiz o pedido de habilitação nas cautelares e estou aguardando – informou ao Estadão.
A ação também apura os crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
– Para executar essa sonegação eles constituíam empresas de forma fraudulenta, com sócios que não têm capacidade financeira para atuar. São operações simuladas que se traduzem nessa omissão, nessa sonegação – explicou
– Gera um prejuízo muito alto para o Estado, um dano irreparável para a concorrência.
















