O ministro Celso Sabino (União Brasil) comunicou à executiva do partido que deixará o cargo oficialmente nesta sexta-feira (26). Ele ainda aguarda uma reunião com o presidente Lula para formalizar a saída.
Na semana passada, Sabino já havia informado ao petista a intenção de se demitir, alegando pressão partidária. Lula, no entanto, pediu que ele aguardasse seu retorno de Nova York, após a participação na Assembleia Geral da ONU.
Mesmo tendo chegado ao Distrito Federal na madrugada de quinta-feira (25), o mandatário ainda não agendou uma reunião com Celso Sabino.
Até o momento, a demissão não foi oficializada. Apesar disso, interlocutores informaram à coluna que Sabino já comunicou sua decisão ao União Brasil.
Sabino tentou negociar com a cúpula do partido uma licença partidária pela qual ele se afastaria da legenda para se manter no cargo até o dia 3 de abril, prazo final de desincompatibilização para concorrer ao Senado pelo Pará em 2026, mas não teve sucesso.
Segundo informações publicadas pela CNN, Lula teria pedido a ministros e assessores que buscassem diálogo com o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, para tentar evitar a expulsão de Sabino da legenda.
A coluna apurou nesta sexta-feira (26) que Rueda não foi procurado por ninguém do governo.
Na semana passada, a executiva Nacional da sigla aprovou por unanimidade a exigência de que seus filiados antecipassem a saída do governo Lula, que originalmente estava prevista para o final do mês. O União Brasil deu 24 horas para que seus filiados pedissem demissão, ou correriam o risco de serem expulsos.
A orientação do União foi dada após reportagem publicada pelo ICL (Instituto Conhecimento Liberta) e pelo UOL revelar acusações feitas por um piloto de que o presidente do partido, Antonio Rueda, é dono de aviões operados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). Rueda nega a acusação.
Nos bastidores, integrantes do partido dizem ver influência do Palácio do Planalto na reportagem, uma vez que um de seus autores tem também um programa na TV Brasil.
Sabino é deputado federal licenciado do União na Câmara e indicado ao governo pela bancada do partido na Câmara. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foi responsável por indicar outros dois ministros de Lula na cota da legenda: Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira Filho (Comunicações).
Mônica Bergamo/Folhapress















