A repercussão ocorreu após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmar nesta quarta-feira (21) que existe uma “grande possibilidade” de o governo do presidente Donald Trump aplicar sanções contra Moraes. Segundo Rubio, a justificativa seriam supostas violações aos direitos humanos e à liberdade de expressão no Brasil. Um dos ministros do STF avaliou que as acusações têm viés político e revelam um alinhamento da gestão Trump com setores da extrema direita brasileira. Já outros integrantes da Corte afirmaram que caberá ao governo federal definir a resposta institucional caso as sanções se concretizem, uma vez que elas visariam diretamente pressionar o sistema de Justiça do país.

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Foto: Antonio Augusto/STF

O chefe do Departamento de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (21), que o governo do presidente Donald Trump deve aplicar sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, por “perseguição política” a oposição brasileira. As informações são da Folha de S. Paulo.

A declaração foi dada a Comissão de Relações Exteriores do Congresso. “Isso está sob análise no momento e há uma grande possibilidade de que isso aconteça”, disse Rubio, em resposta a um questionamento do republicano Corry Mills, da Flórida.

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Segundo Corry Mills, o Brasil vive um “alarmante declínio dos direitos humanos”, “perseguição política” da oposição e a iminência de uma “prisão política de Bolsonaro”.

As sanções “Magnitsky”, em referência a uma lei criada no governo Barack Obama (2009-2017), autorizariam punição a autoridades estrangeiras consideradas violadoras de direitos humanos. “Nós temos visto uma censura generalizada e perseguição política a toda a oposição, incluindo jornalistas e cidadãos comuns. E o que estão fazendo agora é uma iminente prisão por motivos políticos do ex-presidente Bolsonaro. Essa repressão se estende para além das fronteiras do Brasil e atinge indivíduos em solo americano”, declarou ele, ao questionar “o que o Estado faria a respeito”.

Moraes é alvo de uma ofensiva dos Estados Unidos capitaneada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que pediu uma licença do mandato parlamentar por 120 dias. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a fazer um périplo por gabinetes de Republicanos e do governo americano em campanha por sanções a ministros do Supremo.

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