Por meio de nota, advogado informou que a Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo concordou com a transferência. Nelma está no Complexo Penitenciário da Mata Escura.
De acordo com Schunck, do escritório Nelson Wilians Advogados (NWADV), a Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) concordou com a transferência de Nelma Kodama para a Penitenciária Feminina de Sant’ana, na capital paulista.
Nelma foi presa em abril deste ano na Europa, extraditada para o Brasil em outubro de 2022 e, desde o dia 24 do mesmo mês, está custodiada no Complexo da Mata Escura, em Salvador.
De acordo com o advogado, além de permitir que Nelma fique próxima da família, a transferência deve facilitar o processo de defesa.
Em dezembro de 2022, a Justiça já havia decretado que Nelma Kodama fosse transferida para São Paulo, mas a Secretaria da Administração Penitenciária do estado paulista foi contra. Por meio de nota, a secretaria informou não ser a favor do recambiamento da doleira, porque ela não possui processo em curso no estado paulista e foi condenada a pena de 15 anos de reclusão a cumprir no Paraná.
Em abril de 2022, Nelma foi presa na cidade de Lisboa, em Portugal, durante uma operação da polícia brasileira contra o tráfico internacional de drogas. Ela é suspeita de atuar como doleira para o narcotráfico e chegou a ser condenada na Operação Lava Jato.
A doleira foi trazida para a Bahia por decisão da Justiça. Após desembarcar na capital baiana, ela foi levada para a sede da Polícia Federal e cerca de quatro dias depois, ao ser submetida a exames de corpo de delito, foi transferida para o presídio.
No final de junho do ano passado, o Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) autorizou que Nelma Kodama fosse extraditada para o Brasil. Ela entrou com um processo contra a extradição, no entanto, renunciou à continuidade da ação com a intenção de se apresentar e colaborar com a Justiça brasileira.
Além de Nelma Kodama, cinco pessoas foram presas durante a operação no Brasil, entre elas o ex-secretário estadual de ciência e tecnologia de MT, Nilton Borgato, que se licenciou do cargo para disputar uma vaga de deputado federal.

















