O atual governador do estado da Bahia, Rui Costa (PT), minimizou nesta quinta-feira (17) as críticas que a equipe de transição para o governo eleito Lula (PT) vem sofrendo pela ausência de pessoas negras em áreas estratégicas. A falta de nordestinos também vinha sendo alvo de críticas, uma vez que a região Nordeste foi determinante para a vitória do petista nas eleições presidenciais deste ano.
“Essa transição na verdade vai trabalhar um período muito curto. O presidente Lula volta no domingo do exterior, e assim que ele indicar o ministro de cada pasta haverá uma substituição da comissão de transição pela equipe do ministro”, explicou o governador em entrevista ao bahia.ba.
Para o governador, a necessidade de uma grande diversidade nas equipes de transição “virou uma coisa muito mais simbólica, de representação, do que efetiva”. “O grupo vai ter mais 10 ou 15 dias de trabalho. No início de dezembro, no máximo, daqui a 15 dias, (Lula) estará indicando seus ministros. Na medida que ele indicar, os ministros assumem as suas pastas. Não vejo muito problema nisso. Está sendo supervalorizado na minha opinião”, completou o petista.
Mais cedo, durante uma coletiva de imprensa, Rui Costa comentou sobre a possibilidade de ocupar um ministério no próximo governo do presidente Lula. Ele reforçou que “não quer ficar alimentando especulações” sobre seu futuro político. O nome do petista é cotado para assumir pastas como a Casa Civil, Ministério das Cidades ou a Petrobras.
“Acho que o presidente Lula, como Jerônimo (governador da Bahia eleito), tem que ter absoluta tranquilidade pra escolher seus assessores. Não acho que ninguém possa constranger um governador eleito ou um presidente eleito para que se apresse via imprensa a indicação de nomes. Quem foi eleito tem o direito, como eu tive, de ter total liberdade para escolher sem ser pressionado por ninguém, individualmente ou por partido político”, acrescentou Rui.

















