‘Se alguém fez teatro, foi Bolsonaro’, diz Kajuru após conversa sobre CPI da Covid

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) afirmou que não cometeu nenhum crime ao gravar e divulgar o conteúdo de um telefonema entre ele e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que inclui um diálogo sobre a abertura da CPI da Covid-19

Kajuru também disse que sua ligação não foi nenhuma armadilha e que ele não estava fazendo nenhum “teatro” durante a conversa. “Se alguém fez teatro foi o presidente Bolsonaro. Eu não fiz teatro nenhum, não. Eu fui reivindicar o meu direito de cobrar dele para ele ser justo e não colocar todo mundo [todos os senadores] na mesma vala”, afirmou à Folha de S. Paulo.

“Eu vejo que ela só aconteceu hoje, porque alguém, como o Mourão, ou sei lá quem chegou nele e falou que ele não deveria ter agido como agiu na conversa comigo. Aí ele mudou de opinião. Porque, se ele estivesse realmente chateado, ele poderia ter ligado para mim ontem, ou então no nosso telefonema às 12h40, ter falado: ‘Não, Kajuru, não põe isso no ar, não'”.

“Eu liguei rapidinho, não gravei [a segunda conversa] porque falei muito rápido. Dei dois comunicados para ele: ‘Presidente, primeiro o [senador] Alessandro Vieira entrou com requerimento para estender a governadores e prefeitos a investigação, portanto o senhor não tem mais nada que falar nesse assunto. E segundo, aquela conversa nossa eu vou colocar no ar agora’. Então comuniquei e ele falou: ‘Não, não, tudo bem, tchau, tchau”, acrescentou.

No diálogo com Kajuru, Bolsonaro sugere ao parlamentar entrar com pedido de impeachment de ministros do Supremo, além de pedir para ampliar o escopo da CPI para investigar prefeitos e governadores. O presidente sugere que poderia tambeém “sair na porrada” com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do requerimento para instalar a CPI da Covid

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