“Giro Solidário” promete dinheiro rápido e fácil, mas é crime e pode dar oito anos de prisão

A prática de pirâmide é enquadrada como um crime contra a economia popular tipificado no inciso IX, art. 2º, da Lei 1.521/51: “obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos (“bola de neve”, “cadeias”, “pichardismo” e quaisquer outros equivalentes)”.

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Um novo esquema de pirâmide financeira vem sendo compartilhado nas redes sociais em toda região e chamado atenção de muitas pessoas que procuram dinheiro rápido e fácil. O “Giro Solidário” funciona no modelo de “mandala”, que necessita do recrutamento frequente de novos membros em um grupo de Whatsapp. O convite é atraente e assegura que se o participante investir R$130, ele terá R$ 1.040 de retorno.

Como funciona:

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Um grupo no Whatsapp é criado composto de 15 pessoas. Para entrar no giro, o convidado precisa depositar  R$ 130 na conta da pessoal que está no centro da mandala. Na maioria dos grupos, em menos de uma semana, a pessoa deposita e recebe R$ 1 mil.

Então, todos os participantes devem colocar mais membros para que assim, uma por vez vá, cada uma para o centro e então receba o dinheiro que os novos membros irão ‘investir’.

Entretando, o que costuma ocorrer é que para que continue retornando o dinheiro, o recrutamento de pessoas nunca deve acabar. Caso não haja inserção de novos membros, os investidores serão lesados.

O problema se dá na ilegalidade da prática, por ser um esquema criado com a intenção de gerar lucros ilicitamente. Só se tem consciência da fraude quando o participante chega próximo a sua vez de ter a quantia recebida, sendo assim caracterizada a fraude. Por lei, é crime aplicar golpes tentando ter acesso a vantagem indevida, no inciso IX, art. 2º, da Lei 1.521/51.

Veja o vídeo abaixo:

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