Uma reunião no final do ano passado reaproximou João Roma (PL) e ACM Neto (União Brasil), selando a paz entre os antigos amigos que romperam relações políticas e pessoais às vésperas das eleições de 2022.
Agora, neste início de um novo ciclo eleitoral, eles fazem o caminho de volta em nome de um projeto que visa unificar as forças de oposição contra a hegemonia de quase 20 anos de governos do PT na Bahia.
O primeiro sinal público da recomposição veio na última quinta-feira (16), quando ambos posaram juntos para fotos, ao lado do prefeito Bruno Reis (União Brasil), no ato ecumênico que precedeu a saída do cortejo da Lavagem do Bonfim.
“No fim de dezembro conversamos sobre o futuro da Bahia e do Brasil. No fim do encontro, tanto eu quanto ele decidimos que vamos manter as nossas pré-candidaturas, cada um legitimamente defendendo suas bandeiras e seus propósitos, mas com uma visão muito clara de que é fundamental fazer um esforço, juntar todas as forças possíveis para que se passe uma página desse período do PT que não tem conseguido melhorar a vida na Bahia”, afirmou Roma, na chegada ao evento religioso.
A reaproximação tem as digitais de Bruno Reis, que na sua campanha à reeleição em 2024 teve o apoio de Roma e do PL.
Principal representante do partido controlado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na Bahia, Roma afirma não ver “nenhuma impossibilidade política” para a composição com Neto, dando sinais de que pretende evitar protagonizar uma terceira via, como foi em 2022, em que também saiu candidato ao governo, e por conseguinte a fragmentação do eleitorado baiano de centro-direita.
“Eu não vejo nenhuma impossibilidade política. Política é justamente a arte do possível e a arte onde todos têm que buscar, antes de tudo, humildade, firmeza de propósitos e aglutinar forças pelo bem da população”, pontuou.
Juntos, os votos de Roma e ACM Neto somaram 49,88% dos votos no primeiro turno em 2022, percentual maior do que o alcançado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), que teve 49,45%.
No segundo turno, Jerônimo venceu a disputa com 52,79% contra 47,21% de Neto.
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