Único parlamentar baiano que, contrariando a orientação partidária, votou pela aprovação do texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição na Câmara dos Deputados, João Bacelar (PL) defendeu seu posicionamento em conversa com o bahia.ba, nesta quarta (21). Republicanos, PL e Novo foram as únicas legendas a orientar a bancada a rejeitar a proposta.
“Meu voto foi pelo Nordeste. Vou deixar os eleitores todos sem o Auxílio Brasil?”, argumentou o parlamentar do partido do presidente Jair Bolsonaro, lembrando que sua legenda deu 12 dos 331 votos favoráveis à PEC na Câmara. O projeto em questão possibilita o pagamento do benefício no valor de R$ 600, conforme promessa do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também do atual chefe do Executivo, apesar do orçamento atual do governo prever apenas R$ 400.
Questionado sobre uma eventual punição por conta do voto contrário à orientação do PL, Bacelar foi enfático: “Eu fico com meus eleitores. Se tiver punição, prefiro ser punido pelo partido, mas não pelos meus eleitores”, afirmou.
Entre os parlamentares baianos, apenas quatro foram contrários à PEC da transição – o ex-ministro da Cidadania de Bolsonaro, João Roma (PL); o presidente estadual do Republicanos Márcio Marinho; Marcelo Nilo (Republicanos) e Alex Santana (Novo) -, todos de partidos de oposição a Lula.
Um último destaque e a votação do segundo turno da PEC devem ser votados em sessão desta quarta-feira (21) da Câmara dos Deputados, programada para iniciar às 10h.

















